Por que Minas?
Nos últimos dez anos, o empreendedorismo feminino cresceu 27% no Brasil, um avanço 16 pontos percentuais maior que o registrado entre homens, segundo estudo do Sebrae com base na PNAD Contínua. Nas periferias, esse movimento tem peso econômico: dados do DataFavela mostram que empreendedores desses territórios movimentam cerca de R$ 300 bilhões por ano em renda e consumo.
O diagnóstico da Redes Minas, feito entre janeiro e abril de 2026 nas comunidades mapeadas, destaca o outro lado dessa equação. As mulheres têm mais escolaridade que os homens e ainda assim recebem menos na mesma função. A maioria empreende por necessidade e quase todas seguem sem acesso a redes de apoio ou mentoria. Capacidade produtiva, sozinha, não se converte em renda.